Escrevo algo diferente. Nem tanto para pensar além, mas para ver além...
Dias atrás estive em um evento em São Paulo, capital, e fiquei hospedado no Hotel Braston. Ali, bem no centro da cidade. De minha janela vi vários prédios e curiosidades...
... um teatro incendiado,
... uma catedral,
... uma casa antiga perdida entre edifícios
... e uma rua muito bonita e com um nome bem diferente Avanhadava.
Como faltavam algumas horas para o início do evento, resolvi de descer do 11º andar em que me encontrava e logo comecei a explorar aquele lugar tão rico de variedades que, ao mesmo tempo, era cativante pelas cores e pelo movimento e desafiador pelas diferenças gritantes entre os frequentadores da região.
Só depois de um tempo é que dei conta de que estava a poucos passos de um dos lugares mais interessantes de São Paulo, a Rua Nestor Pestana. Uma rua que expressa perfeitamente a idéia de mistura, onde tudo se confunde mas também não deixa dúvidas que coisas distintas e, por vezes, contraditórias disputam o mesmo espaço.
O prédio que vi do alto de minha janela, que parecia um teatro incendiado, era o Teatro Cultura Artística. O teatro possui duas salas superpostas, a Sala Esther Mesquita com 1.156 poltronas, e a Sala Rubens Sverner com 339, ambas com acesso para deficientes físicos e ar condicionado. A fachada do Teatro Cultura Artística exibe o maior afresco existente de Di Cavalcanti, medindo 48 metros de largura por 8 de altura, feito em mosaico de vidro. Bem, o teatro já não é tudo isso. Em agosto de 2008 ele foi destruído por um incêndio sem causa definida. Mas o afresco de Di Cavalcante está lá! Imponente, mas pedindo socorro. O terceiro andar foi totalmente destruído. Entre outros danos, o teatro perdeu grande parte de seu patrimônio físico, como a sala Esther Mesquita, a aparelhagem técnica, de iluminação, palcos, platéia, todos os camarins e cenários de duas peças em cartaz
Depois de contemplar com admiração e tambem tristeza a realidade do teatro, segui para identificar a catedral, bem ao lado do teatro, na mesma calçada, logo depois da pequena curva nessa rua quase sem esquina. Era a Catedral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo com seus 145 anos de história. Como uma forma de atrair a atenção dos passantes, e eu fui um deles, ostenta uma linda vitrine apresentando as belezas externas e internas dos templo - vitrais, órgão de tubos, dependências confortáveis.
Vitrine da catedral
Bem enfrente à catedral, outra curiosidade. O prédio da ACM - Associação Cristã de Moços, que desde 1902 iniciou suas atividades incentivando práticas esportivas para integrar e educar crianças e adolescentes e jovens - www.acmsp.com.br
Na mesma rua, boates, bares, danceterias e outras atividades nada familiares. Tudo disputando espaço e tempo no coração humano.
Assim, a Nestor Pestana, não muito mais que uns 150 metros de rua, parece ser o exemplo típico da luta que se trava no coração de todo homem. Servir a Deus ou satisfazer os desejos do coração humano?
O espaço é pequeno mas as opções são muitas.
Há muita atratividade mas só uma vale a pena.
Como água e óleo o santo e o profano disputam espaço. Sem se misturarem se mostram como opções para azeitar a vida dos traseuntes.
São Paulo (Sampa os seus amantes) é uma cidade de todos, mas para poucos. Afinal, alguns não sobrevivem a ela e sucumbem aos seus enganos. Mas é linda, curiosa e desafiadora!

Muito bom o seu blog, Ivanei. Parabéns pela iniciativa. Abraços.
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